Suvaco de Cobra

Incrível como as coisas podem acontecer onde menos se espera.
Confesso, minha vontade de transformar este blog, veio de uma pessoa, de uma frase, num barzinho (e "inho" MESMO) chamado Suvaco de Cobra.
Sempre fui fascinada pela Luciana (não é novidade nenhuma aliás), pelo que ela diz, pelo que ela escreve, pelo que ela lê e vê, pelo que ela vive, por tudo. Mas ontem, ela conseguiu se superar. Ou melhor, me superar, me surpreender.
"Você não está na idade de argumentar", ela disse, "está na idade de JUNTAR apenas. Juntar o que acha bonito, o que acha feio, o que acha certo, o que acha errado, juntar pedaços, retalhos que vai achando no meio do caminho. Calar, observar, perceber, ouvir e juntar. Mais pras tantas, você prega tudo em um quadro. E, ao se afastar, vai ver que lindo a obra que formou. Se você já começar a vida argumentando, não vai poder guardar nada. Seu quadro vai ser enorme, mas em branco. E, me diga, quem prega quadros em branco na sua parede?".
E me deixou, assim, afônica. Parece que meus olhos aumentaram, meus ouvidos se expandiram e minha boca diminuiu. Simples assim. Estava do tamanho de um suvaco de cobra.
Foi meu ponto de partida. A partir daquele momento, descidi. Nada mais de argumentar. Questionar, talvez, argumentar não. Vou criar minha colcha de retalhos, vou pregar um grande e colorido quadro na minha parede, e só vou me afastar para olhar quando estiver completamente preenchido. Falando até parece fácil, e, vou logo dizendo, não é não. Mas eu vou aceitar esse desafio. Tem alguma coisa mais gostosa do que conhecimento? Taí a única coisa que nunca é demais.

Comentários

E eu aqui a chorar. Eu até disse isso, mas só quando você escreveu foi que ficou legal assim. Por favor, deixa, deixa eu publicar teu post nas borboletas? Tô que nem caibo em mim. Sei que você fará arte na vida. E da vida. Amém e chorem as mães que não a tem.
Me perdi. Não sei se consegui postar meu comentário. Não aceite esse, mas me avise se não tiver outro, pois há o que se dizer. Bj

Postagens mais visitadas deste blog

Ablepsifobia

Sophie Kinsella

Ser mulher