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Vamos lutar juntos?

Não tenho como parar. Não quero parar. Não posso. Simplesmente, esquecer! Você foi para mim, o que ninguém mais pôde ser. Você foi como o trevo de quatro folhas que você encontra no meio de um milharal. Não vou dizer a agulha, por que, pela primeira vez, encontrei algo que não me machuca, mas que me traz sorte. Você me diz que sou uma guerreira. Mas eu não me vejo assim. Me vejo como uma sobrevivente, apenas. Eu não lutava, não de verdade. Eu desisti tantas e tantas vezes. Eu resisti. Não... Resistiram por mim! Agora, agora sim, a dor e a verdade, parece que a ficha caiu. Não posso continuar assim. Nunca estive nessa sozinha. Mas quem luta junto, luta melhor, não é? Tudo que faço agora é lutar. Luta comigo? Você iria dizer que não preciso perguntar. Mas preciso sim, eu sempre preciso. O que você faz por mim, nunca ninguém fez. O que você sente por mim, nunca ninguém sentiu. A paz e amor que me traz, nunca ninguém trouxe. Já me acostumei com você por perto. Já me acostumei com seus braços ao…

Como saber

Tudo que eu precisava era saber. Saber das coisas que nunca soube, mas, aparentemente, agora estou descobrindo. Saber. Ouvir de vez em quando. Ter certeza. São coisas que nunca tive. São coisas que sempre busquei. Sempre sonhei de olhos abertos. Sempre tive pesadelos de olhos abertos também. Mas era como ser cega. Por que eu não conseguia ver o que era real, só a parte da "fantasia". Então abriram-me os olhos. Tudo que eu achava que sabia, eu, realmente, não sabia. Tudo que eu via, eu, realmente, não via direito. Eu conseguia ver os pensamentos saindo da minha cabeça. Eu pensava ver os pensamentos sainda da cabeça de todo mundo. Eles tinham sons, tinham cores, tinham cheiro, até! Mas não era de verdade, era? Como saber? Como ouvir? Como ter certeza? A gravidade não funcionava em mim. Eu estava acordada, mas meus pés não tocavam o chão. Agora é diferente. Agora eu sei. Agora eu ouço. Agora tenho certeza. (Pelo menos pela maior parte do tempo). Me sentia sozinha, me sentia... uma estranha …

Ideal... para quem?

Todo mundo tem medos. Desde pequena, eu tenho medos. Sou uma pessoa medrosa. No fundo, quem não é? Medo de altura, medo de escuro, medo de roda gigante, medo de se afogar, medo de ser atropelada e medo de ser assaltada. Ok, são medos demais. Mas, talvez, o maior seja olhar no espelho – e não, isso não tem nada haver com meu corpo. Sim com o que eu vejo lá dentro. Alguém já disse que os olhos são as portas para a alma do dono do olhar. Eu falo disso aí. Tenho medo de me olhar no espelho e não me ver mais. Quero olhar meu reflexo e ver no fundo da minha alma. Por que pelo meio mais prático – olhar dentro de si – está muito difícil de decifrar a senha. Se o espelho é essa chave, então quero vê-lo. Com medo do que vou encontrar. Mas quero ver. Medo de que eu não veja a pessoa que planejei ser, que sonhei ser, que busquei ser, durante toda a minha (breve) vida. Crianças são criaturinhas adoráveis e interessantes. Seus pensamentos são verdadeiros atos de honestidade. Sinceridade. Ingenuidade.…