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Mostrando postagens de 2016

Eu tive um sonho, de natal...

Eu tive um sonho. Era muito estranho. Um dia em que todas as pessoas do mundo se juntavam em um só pensamento. Todos queriam a mesma coisa. Todos andavam por aí travestidos das maneiras mais engraçadas possíveis. Todos acompanhavam as mesmas músicas com coreografias que todos sabiam. Parecia um daqueles musicais da Broadway, que ninguém lê nada, mas todos sabem o que dizer. Exceto por mim. Eu não sabia exatamente o que fazer. Aquela festa toda parecia meio sem sentido para mim. Por que toda aquela algazarra? O que estava acontecendo? Qual a razão, qual a motivação daquelas pessoas? Eles pareciam bobos da corte, andando por aí gritando alegrias, quando tudo o que eu via em volta era tristeza. Pessoas rindo, comendo, bebendo e gastando o que não tinham. Alegremente. De novo eu me perguntava: qual o sentido disso tudo?
Então eu percebi. Eu vi. Ali, dentro da árvore enfeitada e do presépio montado: era natal.
Por que o natal cria isso nas pessoas? Essa sensação de estar deslocado, sendo levado…
Todo ano, quando chega essa data, ela fica um ano mais velha experiente. E na minha cabeça passa um filme de toda a minha vida ao seu lado. Todo ano, eu penso com carinho em tudo o que vivemos juntos, em tudo que temos juntas, em tudo que ainda desejo passar com ela. É um ciclo, nós nos moldamos, mudamos, ajustamos, crescemos, prosperamos. Mesmo que a montanha russa tenha seus altos e baixos, passamos por ela (gritando) de mãos dadas. Não tem como não escrever clichês sobre ela, até por que o amor é tão clichê! Só sei que em todos eles eu acredito. O amor é cego, o amor é paciente, o amor é complicado, o amor é luta, o amor é tudo o que a gente quiser! Mãe, você é meu porto seguro sempre e sempre! Espero ser para você pelo menos um barquinho atracado (embora seja você quem me leva e me traz para todo lugar!). Todo ano, quando chega esse dia, me sinto repleta de gratidão, pois não poderia ter uma  pessoa melhor como mãe, em todos os sentidos. Esse ano, vivemos momentos difíceis, mas prazero…

Sobre expectativas, minhas e dos outros.

Nunca dá para satisfazer a todos. Eu ainda não aprendi, mesmo na marra. Qual o problema que essas pessoas tem com altas expectativas? Aliás, com qualquer expectativa? -Hello! As pessoas não TEM que alcançar as SUAS expectativas. Ninguém é obrigado a cumprir os objetivos que você traçou para o outro. Trace suas próprias metas, por favor, tá? Parece assunto batendo na mesma tecla, mas é verdade, é o que eu sinto. Como se eu tivesse uma pessoa dentro de mim me obrigando a fazer tudo desse e daquele jeito e nada pode dar errado (ou o que a pessoa dentro de mim ache que é errado, por que nem sempre é a mesma coisa). Eu não consigo acreditar nas pessoas. Nas boas ou nas ruins. Nas que dizem que eu posso, e nas que dizem que eu não presto. Tenho minhas reservas em cada um dos casos. Como eu devo ser? É a pergunta que saí de meu poros a cada pessoa que vai chegando perto de mim. Às vezes pareço ser mais de uma (ou mais de duas, mais de três...). Uma personalidade diferente para cada pessoa. Será que…

Mais um dia de ponto e vírgula, ou, Setembro Amarelo

Desligue a luz. Pense um pouco aqui comigo. - O que você vai fazer da vida? - Não ligue a luz ainda. Há muito o que pensar. - O que você quer fazer da vida? Eu queria poder saber essas respostas. Vivo buscando sonhos que me parecem impossíveis e que as pessoas dizem que eu vou conseguir. Como acreditar nelas? Como dar um voto de confiança em mim mesma? E quanto ao benefício da dúvida? Por que não consigo ser totalmente objetiva (como uma jornalista deveria ser) comigo mesma? Eu não tenho as respostas para essas perguntas. Sei muito pouco da vida (inclusive da minha). Esse mês, mais do que nunca, eu quis desistir. Quis que as pessoas me deixassem em paz logo de uma vez. Mas esse mês, esse em específico, é o mês de ser ponto e vírgula. É algo do tipo - eu te odeio, mas eu te amo mais. Não consigo me esquecer. Esquecer da sua cara, do seu cheiro, dos seus carinhos. E então, eu vejo: você como uma estampa em mim. Eu tenho que continuar, não é? É a lei.

Ghost town

Estou tentando achar uma razão para acreditar. Acreditar que sou alguém. Que valho a pena. Eu sempre tomo toda a culpa para mim. Acho que sou culpada de tudo. Dele não me amar, de eu não conseguir, da tristeza do mundo. Da fome e da guerra. Da cretinagem toda que existe por aí. E eu o vejo perto de mim, e choro. Choro copiosamente. Sinto mesmo. A dor que me invade. Está na minha mente, no meu corpo, dentro e fora de mim. Eu digo pra ele - será que não podemos nos resolver? será que não podemos conversar? - mas ele não me ouve mais. Acho que nunca ouviu. Cada pessoa acha que tem uma razão de ser. Eu só tenho razões para não ser. O que você quer que eu faça? Sobre o que é isso? O que quer que eu mude? Por que eu estou tentando. Sempre tentei, de todas as formas. Talvez uma vez que seja, de todas elas, eu consiga te satisfazer. Eu só queria que soubesse meu nome. Meu verdadeiro nome. O que você nunca me chamou. Sou Gabriella: filha, neta, estudante, aspirante à jornalista, espírita, amante de…

Escrever é como beber água quando se está na seca

É um  puta de um alívio. Quando a gente (lê-se: eu) tá angustiado, só o que faz passar é escrever. Talvez se a gente soubesse que é amado por quem se ama. Talvez se a gente não precisasse fingir que está tudo bem quando não está. Talvez assim eu não precisasse escrever. Eu não preciso, às vezes. É quando dói, quando aperta o nó, que a coisa desaba.

After all this time

A dor é algo que não podemos controlar. Ela vem devagarinho, ou de repente. Tanto faz. Toda dor dói a mesma quantidade: a maior do mundo. Não conseguimos entender que existem dores "maiores", a pior coisa do mundo é quando a dor é da gente. Mas, independente de que dor esteja sentindo, você sempre vai achar que não poderia ser pior. E a dor de amor? Acontece que o amor é um jogo. Tem reis e rainhas, cavalos e seus cavaleiros. Tem a quantidade certa de obstáculos, e algumas paradas que parecem infinitas. "Uma jogada sem rodar o dado". É assim que me sinto. Como se estivesse estancada na casa inicial. Eu tenho ciúmes. Tenho ciúmes dos que me são queridos. Dos que são e sabem, dos que são e nem sabem, dos que nem são ainda. Gosto de estar junto, de abraço e beijo (por isso a distância nunca me fez bem). Mas a vida não é feita de carinho. Cada um nasce sozinho, nu, e levando tapas no bumbum. Chorando, na maioria das vezes. A vida nos faz chorar, e sucumbimos como fantoches. M…

Home

É difícil mudar. Tudo acontece e você fica achando que não vai dar certo. Eu sempre tento me conformar que tudo é para ser imutável, ficar onde está mesmo e ponto. É como mudar de casa. Demora um pouco (pra mim, um monte) para se acostumar com os móveis nos novos lugares. É como quando o ônibus que você pega todo dia muda de rota. Você sabe onde vai parar, mas fica se sentindo meio perdido, meio fora de lugar. Com medo de não chegar. Como a gente sabe que se sente em casa? Afinal de contas, como a gente sabe onde é a casa da gente? Li um livro em que a personagem luta para mudar a própria vida. É difícil para ele. Ele não quer decepcionar os pais, mas também não quer ficar onde está. Não quer causar nenhum tipo de comoção, nem de onde veio nem para onde vai. Pense numa tarefa complicada! Acho que assim é a vida. A gente acha que sabe onde está, acha que está em casa. Na zona de conforto. Mas tudo muda de uma hora para outra e você se sente tonto. Não gosto muito de mudanças. Disse isso ao …

Young & foolish

Estou aqui pensando no que escrever. Interpretando coisas que não existem nas músicas que escuto. É o mesmo processo todo dia. Chega a ser recompensador, quando termina (ah, quem eu estou enganando... Quem mesmo lê isso?). Quando, de repente, pá, você aparece na minha timeline, e eu fico revivendo cada segundo que tivemos. Cada suspiro de juventude que passamos juntos. Ser jovem é ser muito besta mesmo né? A gente pensa que tem o maior amor do mundo, que passou por todas as grandes aventuras da vida. Que faz as escolhas mais certas e que está tudo decidido daqui pra frente, agora é só viver e colher os frutos que plantamos na juventude - só que não. Que nada! Grande bobagem! Ser jovem nem sempre é ser imprudente (eu nunca fui), mas não ter juízo, isso sim (nunca tive, nem tenho). É achar que pode tudo. Quando eu cresci fiquei pasma: nada muda! A gente ainda não sabe de nada, ainda tem muita coisa pra aprender, ainda tem muita vida pra viver, ainda tem muita coisa para descobrir, ainda tem …

À quem a carapuça servir

Me beije. Me abrace, me balance, me cuide. Pode ser sua última chance.
Sei que ser desagradável é sua marca mais conhecida. Mas eu não vou cair nessa novamente. Você vai ser um chato sozinho.
Quer saber? O clichê de términos não se encaixa aqui. Não sou eu, é você, mesmo. Você é que é desagradável. Você que não sabe se portar na frente das pessoas sem ser um pé no saco. Você que é cheio de estereótipos, não eu. Você que me deixa desconfortável, não o contrário.
Quero dizer... Se você se sente o mínimo de desconforto perto de mim, é por sua conta, é por sua causa, é por que você não me aceita.
Então, não, não vou com você. Nem por um minuto. Não aguento mais tolerar seus sorrisos irônicos, suas piadas sem graça, seu hálito de quem vai dizer algo de ruim para mim. Seus abraços meio tortos e paralisado no tempo.
Temos nosso próprio tempo, não temos? Um tempo que já passou, esse era o nosso momento, e já se foi.
Eu não sou nem de longe essa pessoa que você conheceu. Não foi tempo perdido, claro…

Tell her you love her

Dê a eles uma razão para te amar. Não podemos passar essa vida despercebidas. Não corra. Não fuja. Não suma quando estiver com medo. Não durma no ponto. Quando a gente ama, o coração grita. Mas tem gente que se engasga e nada fala. Fica afônico. Como um vácuo. Mas mesmo as grandes escuridões têm ecos. Faça o que digo (não o que faço): diga que os ama. A vida é tão curta, eles dizem. Que nada, a vida é longa demais, tão longa que, se você não disser nada, vai ser esquecido. Se não cultivar um futuro, pode perder tudo que tens agora. Não estou procurando ser salva. Não mesmo. Só queria dizer que te amo. Que te priorizo, que te idolatro. Que te quero perto de mim. Não posso ir a lugar nenhum, não sozinha. Preciso de tuas forças. Teu apoio. Tua fundação embaixo de mim. Estou cansada de tanto caminhar em terra quente. Queria uma brisa que me levasse para longe. Para fora de mim mesma. Não sou a mesma sem eles. E, não importa para onde vá, todos os caminhos me levam para o mesmo lugar: aqui, agora…

Up&up

Para cima, sempre para cima. É onde quero estar. Sucesso. Carreira, família, bem-estar, autoestima. Será que é mesmo assim tão difícil como está parecendo? Dizem que está no sangue. Mas o meu vibra fraco dentro das veias. Queria ter tantas convicções quanto letras de músicas dentro da minha cabeça. Queria não escutar as vozes de dentro dizendo que eu não posso. Queria ser confiante. Mas você pode fazer isso, é o que me dizem as de fora. Em quem acreditar? Não gosto de montanhas-russas, mas bem que podia subir, subir e subir. Talvez um balão. Viajar (na maionese). Quero sentir tudo de bom que o mundo pode me dar. Quero curar: curar minha dor, curar a dor do meu próximo. Ser boa para ter carma bom. Ter carma bom por que sou boa. Quero ser excelente em algo. Quer eu me orgulhe. Que eu diga: veja, eu que fiz, não é lindo? Não quero ter medo do escuro, mas sim me lançar na luz que sai de mim. Não quero mais temer as alturas, mas sim pular longos penhascos sem saber o que me encontra no final da…

Quem vai salvar meu mundo essa noite?

Quem quer que seja que vai salvar meu mundo essa noite, apareça, por favor. O mais rápido possível, se apresente e diga "vai ficar tudo bem". Mas quem eu estou enganando? A única que pode salvar meu mundo sou eu. Escute-me agora: eu vou me trazer de volta à vida. Eu não posso mais deixar minha felicidade em mãos alheias de mim. Não basta estar viva, é preciso viver também. Tomar conta da sua vida. Da minha vida, eu cuido. Mesmo que eu ainda não saiba exatamente como fazer isso. O céu está cheio de astros, mas não é deles a culpa de tudo que sou. Não. Eu sou a culpa de tudo que sou. Você não pode iluminar minha vida como eu própria. Não pode me dar azar ou sorte, não se eu não decidir que você pode. Se aceitar talvez seja o maior de todos os desafios. E por muito tempo, eu não era meu lugar preferido. Talvez ainda não seja. Eu sou cheia de defeitos e exigências extraordinárias. Não sei lidar muito bem comigo mesma. Mas não posso pedir para ninguém mais me salvar. Todos já fizeram …

Ser impotente

O sentimento de impotência é horroroso. Temos que lidar com situações que nos envolvem, que nos deixam de pernas pro ar, e não há nada que possamos fazer para resolvê-las. A gente pena, chora, pensa, argumenta, chora de novo, mas não passa. Nunca vai passar. Por que você não pode fazer nada. Isso mesmo, não há nada no mundo que você possa fazer para melhorar. Você até poderia ter feito. No passado mesmo. Mas não fez. Ou fez e se arrependeu profundamente. Mas continua feito ou não feito. Não tem como voltar atrás. Não tem como arrumar nada que está desarrumado. E isso é um puta saco. E eu fico sonhando com isso, ou seria pesadelo? De novo e de novo de novo.
-Para todos que já magoei, me desculpem -À todos que me magoaram, desculpa também, eu deveria ter percebido.

Vou ficar bem!

Um dia, um dia tudo vai mudar. Eu vou estar onde sempre quis estar. E você? Aonde você se vê em 5 anos? Na próxima semana? Eu espero já ter te encontrado. Ter encontrado os meus sonhos que tanto deliro sobre. Eu estarei bem. Ok, talvez não esta noite, mas um dia! Nesse dia, eu vou sorrir de tudo. Não vou interpretar errado nenhum olhar. Não vou me jogar nos braços de quem não me ama deseja mais. Não vou ter segundas nem terceiras intenções. Tudo vai ser preto no branco. Todos os i's vão ter seus pingos. Todos os t's vão ter seus traços. Tudo bem organizado. Cada pensamento racionalizado ao extremo, não mais as ilusões que sempre criei.<