10 de abril de 2010, sábado

Hoje foi um dia desgastante.
De manhã cedo, despertador. Aula. "Saco", foi a primeira coisa que pensei. (Como começar um dia assim? Você deve estar se perguntando. Mas foi automático, sem pensar, juro). Banho (aí sim posso dizer que acordei de verdade). Frio. Choveu ontem à noite. "Saco, deixei minha bolsa bem embaixo da goteira d'água". Carão da minha mãe por ter esquecido a bolsa embaixo da goteira. - Quantas vezes eu já não disse, Gabriella, que é para guardar as coisas quando chega do colégio? Está tudo encharcado. - Estava mesmo. "Saco", a única coisa que me veio a cabeça quando vi a situação deplorável em que estavam meus cadernos. Sem cadernos hoje. Aliás, nem usava tanto assim mesmo. - Tem tudo na apostila - É o que a gente seeeempre escuta dos professores.
Aula de matemática, aula de matemática, aula de química. "Saco, não estou entendendo nada". Intervalo. Blábláblá, fofoca, blábláblá, festa. Aula de história. Quer dizer: "aula" de história. "Saco esse professor que nunca dá matéria!". Aula de geografia. Corredor, discurssão. "Saco, não estou pra conversas emocionais hoje". Sentimentalismo, choro. Cara feia, decepção. Sapos entrevados na garganta.
Mamãe, casa. "Até que enfim". Comida, computador, cama. Sem direito a sonhos. "Saco, não tem nada que preste na televisão". Pastel, TV, família, revista, esmalte, unha. Livro. (Os Incas, volume 1 - A Princesa do Sol). Acabou a novela. Mamãe foi lá embaixo. Silêncio. Computador. "Olha, ele tá online". Blog.
Peso na consciência. "Saco, nem estudei hoje".
Já comentei que não gosto muito de sábados?

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