Up&up

Para cima, sempre para cima.
É onde quero estar. Sucesso. Carreira, família, bem-estar, autoestima. Será que é mesmo assim tão difícil como está parecendo? Dizem que está no sangue. Mas o meu vibra fraco dentro das veias.
Queria ter tantas convicções quanto letras de músicas dentro da minha cabeça. Queria não escutar as vozes de dentro dizendo que eu não posso. Queria ser confiante. Mas você pode fazer isso, é o que me dizem as de fora. Em quem acreditar?
Não gosto de montanhas-russas, mas bem que podia subir, subir e subir. Talvez um balão. Viajar (na maionese). Quero sentir tudo de bom que o mundo pode me dar. Quero curar: curar minha dor, curar a dor do meu próximo. Ser boa para ter carma bom. Ter carma bom por que sou boa.
Quero ser excelente em algo. Quer eu me orgulhe. Que eu diga: veja, eu que fiz, não é lindo?
Não quero ter medo do escuro, mas sim me lançar na luz que sai de mim. Não quero mais temer as alturas, mas sim pular longos penhascos sem saber o que me encontra no final da queda.
Quero ser positiva quando as pessoas me perguntarem - como você está? - não quero mentir. Quero falar sempre a verdade - estou bem! - de verdade.
Não aguento mais ficar mais sem palavras. Afonia não serve de nada. Quero ter sempre algo para dizer. Afinal, as palavras são meu trabalho e meu hobbie. São meu tudo. São meu ganha pão e meu divertimento.
Posso estar fina como papel, mas quero ser sólida como pedra (calma, pedras também sentem).
Pra cima e para cima.
É como eu acredito que deva ser. Por que mais pra baixo eu já conheço. Mas para cima? Isso é o grande desafio. Por que não sei como é. É tudo novo. É tudo uma surpresa.
Para cima e para cima!
 

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