Delírios febris

Estou na aula, mas com febre. Não sei se é pensamento ou delírio, mas divago sobre você.
A sensação do corpo quente faz-me lembrar de ti. As sensações que tive com você. Em seus braços. Sinto seu cheiro nos lugares mais inesperados. O professor está aqui falando sobre eficácia e eficiência. Nossos encontros foram eficazes. Mas não eficientes.
Meus desejos crescem à medida que meu pudor me alerta mentalmente. “Não faça isso”, grita minha razão. “Faça”, grita meu corpo. A quem devo escutar? Sei que você não é uma fonte confiável para consulta.
O professor fala, fala, e eu não consigo prestar atenção. É por que está difícil de respirar ou por que você está online?
Por que você faz isso comigo? Por que fala coisas nos meus ouvidos que me deixam assim, confusa? Por que mexe tanto assim com meus sentidos?
Não estou dizendo que é ruim. Não mesmo. Só é confuso. E eu não sei lidar com confuso. Fico ansiosa, nervosa, febril, até. Vê? Você me deixa doente de tanto querer.

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