Vamos deixar claro!

Eu tenho problemas. Ok, todo mundo tem. Nada demais. Certo? Tenho problemas em lidar com minhas emoções. Em analisar as emoções dos outros. Em lidar com outras pessoas. Alguns chamam isso de ser anti-social. Eu não acho que eu seja anti-social. Só não sei interpretar essa coisa confusa que é a mente humana.
A gente acha que está fazendo isso, que está conseguindo acertar. Que as probabilidades e os sinais corporais funcionam como num manual. Mas de repente tudo se confunde e faltam parafusos.
Minha psiquiatra (sim, eu tenho uma psiquiatra), disse para eu me expressar quando me sentisse confusa. Talvez escrever, talvez conversar. Talvez ajudasse. (Quantos "talvez"!).
Que valia a pena se arriscar a descobrir as emoções e sentimentos alheios. Mas eu gosto tanto da zona de conforto! Não perguntar nunca, não agir nunca, não demonstrar nunca. Fingir estar "de boa" com tudo. Mas dói. Não é a dor aguda de se decepcionar, mas dá um tipo de canseira, entende?
Quanto tempo você conseguiria rir de uma piada sem graça? Quanto tempo desejou um beijo-de-cinema-de-tirar-o-fôlego, mas nunca teve coragem de dar uma indireta sequer?
Não me levem a mal. Paquerar é bom quando você é correspondido. Já no finalzinho. Quando você tem certeza. Mas no começo? Na angustia de não saber? Na dúvida? No nervosismo de ser rejeitada? Aí é o Ó.
Eu não sei se estou disposta a sofrer por amor numa altura dessa do campeonato. Ficar com borboletas no estômago e se apaixonar por quem nunca nada demonstrou. Ou será que demonstrou?
As pessoas deviam usar plaquinhas (GOSTO. NÃO GOSTO. SÓ AMIZADE). Isso tudo de descobrir é muito superestimado. Queria ter certeza.
Mas não tenho.

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