Vamos resignificar?

Escutando aqui a Demi Lovato para escrever um texto para o dia de ontem (Sim, ontem).
Meu psicólogo disse que a gente tem que resignificar as coisas, para vivermos melhor; pegar uma experiência traumática e transformá-la numa aprendizagem. Pelo menos foi isso que ensinaram a ele na faculdade de psicologia, e ele ensinou para mim na consulta.
A questão é: resignificar em quê? Eu tenho um monte de experiências que eu preciso resignificar. Mas eu fico pensando em o quê eu posso transformá-las.
Eu sei que hoje era para ser um dia de comemoração (lê-se: ontem), mas eu estava muito ocupada resignificando!
Eu não entendo por que, agora, aos 22 e você aos quarenta-e-tanto, é tão difícil falar com você. É como se eu fosse só uma garotinha que não entende seu idioma. Eu peço por coordenadas para chegar ao campo da resignificação, mas não entendo o nome da rua. Meu GPS fica mais perdido que não sei nem o quê. 
Eu queria te abraçar como aos 2. Quando te fiz uma blusa com minhas mãozinhas pintadas, aquela que você usou até os meus 10 e qualquer coisa (por que você fez questão de usá-la tanto?). Queria brincar de qualquer coisa, sem pisar em ovos como quando ligo para você.
Queria passear com meu irmão para te comprar um presente legal que você fosse usar por mais dez anos. Mas a vida não é assim: lá vamos nós resignificar!
Acho que vou transformar meus desejos em paixão. Paixão por um outro qualquer que possa me encher das alegrias que você costumava encher.
Pode até ser que seja alguém que, como você, não vá merecer isso no futuro. Mas aí eu não tenho como adivinhar, não é?
Pode até ser que eu vá quebrar meu coraçãozinho remendado (de novo), mas eu acho que cola branca é mais do que o suficiente. Por que, agora, posso resignificar.
Vou transformar todos os "e aí Gabriella" por "te amo"s.
Pode até ser que demore para eu ficar bem, não vai ser hoje à noite, com certeza. Mas um dia.

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