Matematicamente planejado

Então é o seguinte:
Você vive a sua vida, certo?
Você tem sonhos, estuda, faz planos, pensa num lindo futuro... Esse tipo de coisa.
Então você estuda, e estuda e estuda, por que acha que estudar vai te ajudar a chegar aonde quer, entende? E continua estudando.
E mesmo quando não precisaria estar estudando.
E você sustenta aquilo que acredita. Corre atrás daquilo que quer. Mesmo quando as pessoas não acreditam em você.
Você vai lá e faz aquela faculdade que ama, mesmo todo mundo tendo dito que você ia morrer de fome. Você começa a trabalhar mesmo quando todo mundo dizia que você não ia conseguir.
Você vive, sabe como é?
Você luta e sofre, mas consegue tudo aquilo que sonhou, lembra? Aqueles planos que pareciam infantis e absurdos.
Você até consegue.
Você aprende a fazer uma coisa ou duas e as pessoas até te elogiam! Sim, você até que tem um talento escondido e a ser lapidado, ao final das contas!
E então você vai se tornando, aos poucos, aquele personagem que você tinha criado quando era criança, lembra, sua imagem de adulto?
Claro, você passa por coisas. Você acha que o mundo é injusto, você luta pelas causas erradas ocasionalmente. Você se engana, você é tolo algumas vezes, você vive, ora bolas! Você sofre por motivos racionais ou por besteiras humanas. Mas você se olha no espelho, e lá está você. A você adulta que tinha sonhando quando era pequena!
E que orgulho.
E então você escuta uma voz te dizendo que não.
Você não é tudo aquilo que queria ser, você não é tudo aquilo que acha que é. Você nunca vai ser, sabe? Você não vai nunca chegar lá. Você vai sim morrer de fome, trabalhar muito para nada. Não e não.
Você não reage. Então depois fica com raiva, mas não reage. Como reagir?
Você começa a acreditar. Sim, acreditar! Você aceita como máxima e sai por ai dizendo isso mesmo: não.
Então começa a ouvir outras vozes. Imaginárias e reais. São tantas que nem sabe identificar quais. Que nem tem como separar as que realmente importam das que você não liga. Acaba chorando por todas.
E, quando acorda, parece estar sem chão.
Mas você tem aquelas pessoas, aquelas que sonhava que teria. Pessoas que te dizem sim. Sim, sim e sim! Sim, você tem sim um talento. Sim, você vai sim conseguir. Sim, estarei com você. Sim, você é tudo isso mesmo!!! Sim!
E você acha difícil acreditar nelas. Por que é tão difícil acreditar nelas?
Você acha que a dor nunca vai passar. E elas dizem que vai.
Você não se acha capaz de enfrentar o mundo. Mas elas acham! E ainda propõe ir com você. Estar na frente da batalha...
E o espelho volta a ter orgulho de você. Do que você é agora. Do que você se tornou. Do que você fez para chegar aí. Até mesmo do que veste, de como se maqueia, do que escuta, do que lê. Orgulho sabe?
Você ouviu dizer que orgulho não é uma coisa boa. Mas é sim!
SIM, E SIM!
Você começa a conquistar o orgulho de volta. Você começa a se vestir para si mesma, se maquiar para si mesma, comprar presentes para si mesma, rir de você mesma e com você mesma. Você começa a acreditar em você mesma.
Você finalmente é quem você sempre quis ser.












Aí tu jura que eu vou ligar para tua opinião é? Puff.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ablepsifobia

Sophie Kinsella

Ser mulher