A primeira vez a gente nunca esquece

Foi uma noite inesquecível. Nunca imaginei que aquele final de semana poderia me render uma história tão boa. Nós sempre fomos amigos, mas não pensava que iríamos dividir momentos como aqueles. Foi uma total surpresa quando me chamou para passar a noite em sua casa. Não havíamos posto nada em pratos limpos. Mas era como um acordo silencioso. Nenhum havia dito nada, mas sabíamos o que estava para acontecer. Sempre fui muito resistente quanto a isso e quanto a tantas outras coisas que ele me propunha. Com ele era sempre assim. Sempre aventuras e novidades. Mas aquilo já era demais!
Eu nunca havia provado aquilo e sempre escutei meus pais dizendo o quanto era errado, o quanto podia fazer mal. Mas topei mesmo assim. Eu confiava nele. Já havíamos passado por tantas coisas boas juntos, por que não mais essa experiência?
- Oi!
Vê-lo mudou tudo. Esqueci completamente do que tanto martelava em minha cabeça momentos antes. Lá estava ele. Lindo e simpático como sempre. Recebeu-me com um abraço caloroso, conversamos durante horas, que pareceram apenas alguns minutos.
Fomos jantar. Estava tudo perfeito. Só nós dois. Era um cenário totalmente inédito. Sempre saíamos de bando, com muitas pessoas em volta. Mas naquela noite, era melhor que fosse assim, mais íntimo. E se alguma coisa desse errado? Não queria fazer papel de boba na frente de toda a turma.
- E então, você está pronta? – Ele perguntar assim, tão diretamente, me deu um baque. Estava tentando não pensar muito nisso.
- Não sei.
- Qual o problema?
- Você sabe que eu nunca fiz isso.
- Sei. Já está mais do que na hora.
- Não consigo parar de pensar em minha mãe, me repreendendo.
- Ela nem está aqui!
- Está sim, em minha cabeça, me lembrando do bucho que posso ficar.
- Desculpe-me a sinceridade, mas sua mãe é um pouco neurótica. Você não tem como ficar “buchuda” logo de primeira.
- Será? Não sei, não sei, tenho muito medo.
- Você confia em mim?
- Claro que sim!
- Então pronto. A gente não precisa ter pressa, temos a noite toda.
- E se eu passar mal? Muita gente diz que existe essa possibilidade.
- Eu estou aqui por você. Se você passar mal, a gente para. Mas duvido muito que isso aconteça, é tudo seguro. Já falei, eu já fiz muitas vezes.
- É diferente para todo mundo.
- Mas não faz mal para ninguém.
- Não sei, não sei.
- Todo mundo da nossa turma já fez, só falta você! Olha, a galera está começando a duvidar que você consiga.
- É claro que eu consigo. Mas não sei se vale a pena!
- Como não? Todo mundo adora, não vai ser diferente com você. Aliás, uma vez que você começa, não consegue mais parar.
- Hm, não sei.
- Melhor fazer aqui comigo do que no meio da rua com algum estranho. E se caso algum estranho aconteça, eu não vou rir de você.
- Promete?
- Você confia em mim ou não?
- Claro... Mas e se der dor de cabeça?
- Dor de cabeça? Essa é nova. É só a gente ir com calma.
- Então vamos lá! Com bastante calma então.
- Eu sei, eu sei. Só não vale dar para trás no último minuto.
- E eu lá sou garota de desistir das coisas?
- Então lá vai.
E foi. E era gelado. E quente. Era doce. E salgado. Era estranho. Eram tantas sensações ao mesmo tempo, que era difícil explicar. A cara dele de satisfação então! Era indescritível. Ele estava se divertindo com aquilo, dava para sentir. Estava achando ótimo assistir de camarote a minha primeira vez.
Mas sabe de uma coisa? Mesmo apesar de todo o medo e de todas as sensações novas, era bom. Era muito bom. Muito bom mesmo. Realmente bom. Era maravilhoso! Perguntei-me como nunca tinha feito aquilo antes! Bem que ele disse, depois que começa, é difícil parar.
- Da próxima vez, temos que chamar mais gente.
- A galera vai adorar saber que você tomou coragem.
- Preciso gritar isso para o mundo!
- Ih, vai com calma. Não vamos com muita sede ao pote, se não, o que vão pensar de você?
- Que se danem o que vão pensar.
E foi assim que, da noite para o dia. A garota mais saudável da turma, eu, comeu batata-frita com sorvete. E, pasmem: amei!


 Crônica direto da faculdade, rs. Siiim, eu passei na faculdade! Estou aqui feito louca tentando estudar para as 8 cadeiras que faço no primeiro semestre de Jornalismo... Essa crônica foi o meu professor que passou. Espero que vocês gostem e que eu ganhe meus pontos, rs.
Mil beijos, estava com saudades!

Comentários

Danielle Martins disse…
Só tarefas da faculdade pra trazer você de volta!
Lori disse…
Eu adoro batata com sorvete, sou tarada!!!!
Mas comecei bem mais cêdo que você meu bem!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Que bom que voltou!!!
E Parabéns pela faculdade, agora virtualmente!!
bj, bj, bj

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