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O que é ser mulher?

Para mim, ser mulher significa várias e várias coisas. Então vamos com calma... Primeiro de tudo, por ser mulher, me tornei guerreira (tanto que marquei na minha pele). Acho que eu simplesmente não seria eu se fosse homem. Por que as lutas que travo todo dia, não acho que eu poderia ganhar se não fosse mulher. Ser mulher é ser bela. De qualquer forma. Sendo eu mesma, sabe? E se eu estico meus cabelos ou pinto as unhas (ou não), é problema só meu e de quem paga minhas contas. Se você não se encaixa em uma dessas lacunas, cai fora! Eu aprendi a ser mulher forte com o tempo e com os exemplos que tenho ao meu redor. Tenho uma mãe forte, tias fortes, avós mais fortes ainda e tive durante o tempo excelentes professoras. E todas elas me educaram e me ensinaram a ser guerreira (olha aí a palavra de novo), dando o exemplo. Lutando pela minha educação, pelo meu caráter, pela minha força. Ser mulher infelizmente não significa ser totalmente livre (ainda), por motivos que todos já conhecem:...

Vamos resignificar?

Escutando aqui a Demi Lovato para escrever um texto para o dia de ontem (Sim, ontem). Meu psicólogo disse que a gente tem que resignificar as coisas, para vivermos melhor; pegar uma experiência traumática e transformá-la numa aprendizagem. Pelo menos foi isso que ensinaram a ele na faculdade de psicologia, e ele ensinou para mim na consulta. A questão é: resignificar em quê? Eu tenho um monte de experiências que eu preciso resignificar. Mas eu fico pensando em o quê eu posso transformá-las. Eu sei que hoje era para ser um dia de comemoração (lê-se: ontem), mas eu estava muito ocupada resignificando! Eu não entendo por que, agora, aos 22 e você aos quarenta-e-tanto, é tão difícil falar com você. É como se eu fosse só uma garotinha que não entende seu idioma. Eu peço por coordenadas para chegar ao campo da resignificação, mas não entendo o nome da rua. Meu GPS fica mais perdido que não sei nem o quê.  Eu queria te abraçar como aos 2. Quando te fiz uma blusa com minhas mãoz...

Nada de pouco.

Não quero fingir que somos amigos. Isso nunca deu certo para mim! Não quero fingir que sou discreta e que não gosto de você. Não, isso não vai acontecer. Por que quando gosto, gosto por inteiro. Não sou mulher de metades. Não amo pouco, não sofro pouco. É tudo exagerado e fora dos limites comigo. Não quero mais ninguém. Quero tudo. Quero as expectativas altíssimas que crio. Quero a decepção que isso traz. Quero aprender! Saber o que se passa dentro de ti. De todos. Quero ler pensamentos. Adivinhar ideias. Ser gênio. Eu sei que os contos de fada são cheios de bobagens, mas é pedir demais um amor de cinema? Não precisava nem ganhar o Oscar, podia ser só um daqueles romances de sessão da tarde. Amor de mentirinha, eu aceitava também. Só queria uma chance de (não)-ser-eu-mesma. De dar tudo que tenho para uma pessoa só. Mas calma, é só um "crush", não quer dizer que eu fique pensando em você vinte quatro horas do meu dia, sete dias por semana. Eu durmo também! (e muito) ...

Vamos deixar claro!

Eu tenho problemas. Ok, todo mundo tem. Nada demais. Certo? Tenho problemas em lidar com minhas emoções. Em analisar as emoções dos outros. Em lidar com outras pessoas. Alguns chamam isso de ser anti-social. Eu não acho que eu seja anti-social. Só não sei interpretar essa coisa confusa que é a mente humana. A gente acha que está fazendo isso, que está conseguindo acertar. Que as probabilidades e os sinais corporais funcionam como num manual. Mas de repente tudo se confunde e faltam parafusos. Minha psiquiatra (sim, eu tenho uma psiquiatra), disse para eu me expressar quando me sentisse confusa. Talvez escrever, talvez conversar. Talvez ajudasse. (Quantos "talvez"!). Que valia a pena se arriscar a descobrir as emoções e sentimentos alheios.  Mas eu gosto tanto da zona de conforto! Não perguntar nunca, não agir nunca, não demonstrar nunca. Fingir estar "de boa" com tudo. Mas dói. Não é a dor aguda de se decepcionar, mas dá um tipo de canseira, entende? Quanto...

Podre por dentro ou só cheia de medo?

Cara, sinceramente? Expectativas fodem a porra toda! (desculpa o linguajar, não tinha outra expressão que servisse). Eu queria viver livre. Livre de toda essa bosta que é o sentimento humano. Pressa, angustia, nervosismo, decepção. Medo. Ninguém me disse que ia ser essa barra toda. Alguém morre, você chora. É o comum. É o esperado. Mas e quando o alguém que morre é sua alma? O corpo vive, esse é o único que importa? E se o de dentro estiver podre? E se o de dentro não prestar nem prum caldo de caridade? Mas você está vivo. TEM que viver. TEM que ser feliz. Ser feliz é tão bobo. Tão fraco que dura pouco. Ser triste dura uma eternidade. O cheiro da podridão da alma só você sente. Queria marcar minha felicidade na minha pele. Para lembrar dela nos momentos tristes. Mostrar a guerra que é para todo mundo. Batalha a batalha. Para quê lutar se ninguém se importa? Para quê se importar a ganhar se ninguém vai comemorar com você? Talvez era isso que eu esperava tanto: alguém que co...

Então é Natal!

Hoje é, literalmente, Natal. Já se foi a véspera. Já se foram as músicas, as comidas e os presentes. Os amigos secretos não são mais tão secretos assim. Acabou. Ou tá só começando? Sempre quando chega dezembro a nostalgia do ano que passou vem me embrulhando o estômago. Mas esse ano... Olhe, vou te contar!  Com todo direito a duplo sentido, isso mesmo! Posso dizer que foi um ano de brincar de roda gigante. Os altos e baixos estavam muitíssimo equilibrados, muito obrigada. Cada alto que pensei que fosse virar do avesso de felicidade. E cada baixo que pensei que o chão estava a desabar aos meus pés. Mas nem liga, o drama mora na veia. Cada alto e baixo teve sua dose de licor de exagero. Mas o que seria do Natal sem os exageros não é mesmo? Esse ano foi o ano da família! Minha mãe, como sempre, foi mãe, pai, suporte, bronca, lutadora de MMA de todas as horas. Descobri esse ano a família maravilhosa e atenciosa que tenho. Curti a chegada da pequena Maria...

Aquele dia

Eu escrevo emoções. Datas. Conversas. Sentimentos. Amores. Dores. Eu escrevo por que vivo, vivo por que escrevo. Dia 16 é dia dela. Como não (des)escrevê-la? Ela é tudo que tenho de mais vivo em minha vida. Estar com ela é como se fantasiar de roupa fluorescente na luz negra no escuro. Não dá para passar desapercebido. Mas, também, quem quer passar desapercebido nesse mundo? Como diz a Sara Bareilles, ela é imperfeita, mas tenta. Ela é atrapalhada, mas é bondosa  (essa eu traduzi para você). Tenho certeza de que sou igualzinha a ela. Ela é como um caminho. O caminho bom a se seguir. Sei que, por onde ela for, eu devo ir atrás. Com ela, me sinto segura. Dá para ser frágil e porto seguro ao mesmo tempo? Eu odeio vê-la chorar, o que ela faz muito pouco. Ao contrário de mim, que sou uma torneira ambulante. Mas quando ela chora, o céu parece que escurece. O Sol se esconde até a tormenta passar. E a tormenta sempre passa, como ela me ensinou. Não há dor que dure para sempre....