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A.B.L.

Ela me olha daquele jeito que faz com todo mundo. Culpando, "lavando as mãos". Eu odeio quando ela faz isso. Depois de todo esse tempo, depois de tudo que passamos juntas, não sei se realmente a conheço. Olho nos seus olhos e não a vejo. O que aconteceu? Ela ainda pergunta o que há comigo, se está tudo bem, mas parecemos total estranhas. Tantas discórdias , tanta briga, tanta desconfiança, tantas mentiras, tantos segredos... Não consigo parar de pensar "o que diabos aconteceu conosco ?". Qual era a verdade? Antes ou agora? Quem estava ou está fingindo? Por que não tem como tudo mudar do dia para noite. Então em algum momento nos cansamos de fingir. Ou cansamos uma da outra? Dos problemas da outra. Não sei, talvez nunca saiba. Talvez seja melhor assim, talvez nossos gênios não possam conviver em harmonia, talvez não sejamos boa influência uma para a outra. Muitas suposições, nenhuma certeza. Mas a verdade é que sinto sua falta. Sinto falta da alegria, do amor, das p...

Antonio Alexandre Iorio Ferreira

Um caso a parte. Um caso curioso, até. Meu pai, só para começar. O que falar de um pai? É um fato. Imutável. É meu pai, sempre foi e (certo, eu sei, eu sei...) sempre será. Não importando tempo, pessoas, sentimentos, situações. Ele é o meu pai. Único dessa "espécie". Ninguém mais pode ser isso no lugar dele. Acho que deve ser estranho para um pai ver uma filha crescer. Deve mesmo. O que um dia era um bebê que ele colocava nos braços agora tem uma vida por si própria, tem seus segredos e, usualmente, quer encontrar novos braços para estar. Aquela menina, que parecia um brinquedo, cria corpo, formas, idéias e opiniões. De onde veio isso tudo? Mas não é por que é complicado que ele pode simplesmente virar as costas e decidir que isso tudo não vai acontecer, por que vai. Aconteceu, aliás. "No que você pensa quando te falam 'pai'?". Foi a pergunta que escutei e que me fez escrever esse texto. Eu sempre lembro de uma foto. Aquela da formatura dele, em que me tem ...

Anna Larissa Oliveira de Castelo Branco

Ainda consigo me lembrar do começo. Pouco, devo dizer, mas até que consigo. Não sei o por quê, mas um dia em particular eu me lembro. Uma fantasia de Branca de Neve, lá no comecinho mesmo, você lembra? Aquela com uma franja que ia quase até os olhos. Não consigo me lembrar como ou por que, só sei que fui lá. Afinal, erámos da mesma sala (viu só? Como você mesma diz eu sempre fui metida!). Mas eu consigo me lembrar, e muito bem, da história. Das, no plural, é melhor, afinal, foram tantas! Tantos anos, só para começar! Quantos já faz? Nem dá mais pra contar nos dedos! Mas fazem 13. Já imaginou? Treze. Para quem acredita, número da sorte. Para mim, número DE sorte. Treze anos de convivência, de carinhos, de choros, de confessões, de diversões, de silêncio... De amizade. Treze anos. Posso abrir a boca para dizer, com toda a certeza do mundo, que você esteve presente em todos os momentos de minha vida, ao menos desde que eu consigo lembrar. O meu começo no colégio. Na turma, no mundo. O me...

Danielle Martins

Meu começo , minha mãe, minha imagem, minha esperança, meus sonhos, minhas vontades, meu passado, meu presente, meu futuro. Meu meio . Minha cabeça, meu coração, meu juízo, meu pés no chão. Minha estrela; meu sol e lua. Minha vírgula, minha interrogação, minha exclamação, meu ponto. Minha canção de ninar. Minhas palavras e meu silêncio. Meu sentido e meu senso. Minha crítica e minha argumentação. Meu "por quê", meu colo. Meu suspiro, meu ciúme, meu, meu. Minha comédia, meu drama, minha aventura. Meu dia-a-dia, minha rotina, minha surpresa, meu espelho, meu guarda-roupa, meu choro, meu riso. Meu acerto, meu erro. Meu doce, meu amargo. Meu final de mês, meu início de estação. Minha vontade de viver. Meu fim.