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Então é Natal!

Hoje é, literalmente, Natal. Já se foi a véspera. Já se foram as músicas, as comidas e os presentes. Os amigos secretos não são mais tão secretos assim. Acabou. Ou tá só começando? Sempre quando chega dezembro a nostalgia do ano que passou vem me embrulhando o estômago. Mas esse ano... Olhe, vou te contar!  Com todo direito a duplo sentido, isso mesmo! Posso dizer que foi um ano de brincar de roda gigante. Os altos e baixos estavam muitíssimo equilibrados, muito obrigada. Cada alto que pensei que fosse virar do avesso de felicidade. E cada baixo que pensei que o chão estava a desabar aos meus pés. Mas nem liga, o drama mora na veia. Cada alto e baixo teve sua dose de licor de exagero. Mas o que seria do Natal sem os exageros não é mesmo? Esse ano foi o ano da família! Minha mãe, como sempre, foi mãe, pai, suporte, bronca, lutadora de MMA de todas as horas. Descobri esse ano a família maravilhosa e atenciosa que tenho. Curti a chegada da pequena Maria...

Aquele dia

Eu escrevo emoções. Datas. Conversas. Sentimentos. Amores. Dores. Eu escrevo por que vivo, vivo por que escrevo. Dia 16 é dia dela. Como não (des)escrevê-la? Ela é tudo que tenho de mais vivo em minha vida. Estar com ela é como se fantasiar de roupa fluorescente na luz negra no escuro. Não dá para passar desapercebido. Mas, também, quem quer passar desapercebido nesse mundo? Como diz a Sara Bareilles, ela é imperfeita, mas tenta. Ela é atrapalhada, mas é bondosa  (essa eu traduzi para você). Tenho certeza de que sou igualzinha a ela. Ela é como um caminho. O caminho bom a se seguir. Sei que, por onde ela for, eu devo ir atrás. Com ela, me sinto segura. Dá para ser frágil e porto seguro ao mesmo tempo? Eu odeio vê-la chorar, o que ela faz muito pouco. Ao contrário de mim, que sou uma torneira ambulante. Mas quando ela chora, o céu parece que escurece. O Sol se esconde até a tormenta passar. E a tormenta sempre passa, como ela me ensinou. Não há dor que dure para sempre....

Dia do professor!

Hoje é mais um dia especial. Hoje é dia do professor! Se pudesse, voltava no tempo para dar aos meus professores das épocas longínquas um abraço daqueles! Eles me foram e continuam sendo de grande valia para a construção do que é ser um ser humano. Foram meus professores que me ensinaram a contar (e não é culpa deles eu não saber a tabuada de cor). Foram os professores que tive que me ensinaram o poder das palavras, com todas as suas letrinhas juntas. Eu ainda lembro bem de cada um que tive. Foram tantos, mas eu me lembro. Lembro da Ironeuma, minha primeira professora de que tenho memória. Como era gostoso brincar suas brincadeiras, dançar e cantar suas músicas. Foi no tempo de criança que aprendi a gostar de se comunicar. De escrever. Quem eu seria sem minhas inúmeras professoras de português, que me ensinaram a mágica das histórias. Tudo bem, também tiveram os professores de matemática, de ciências e até mesmo de educação física (que sufoco fiz esses passarem)... Se hoje e...

Dia de ser ponto e vírgula

Hoje é um dia para se pensar. No dia de hoje, eu penso no passado. Em tudo que já deu de errado e em quanto eu quis desistir. Penso no sofrimento que é quando a gente acha que nada mais está certo. Penso na dor que senti e que tantos hoje sentem, quando o buraco é mais embaixo. Não precisa ter motivo para querer desistir. Largar tudo, fugir. É exatamente a falta de motivos que faz isso. Você de repente não tem mais motivos. Para continuar trabalhando, para estudar, para acordar de manhã (é uma força tremenda até hoje), para viver. Eu sei por que já passei por isso. Se cada um que acha que depressão não é doença, é besteira - ah, só depende de você! - me desse uma moeda... Se cada vez que eu escutei que - você nem está tentando, eu ganhasse um real sequer... Já estaria rica! Penso hoje na minha amiga Heloísa. E em sua mãe, chorosa, na sua missa. Penso nos asiáticos que não conheço e que sucumbiram à esse mal.  É com tristeza que penso neles. é por eles que hoje eu vivo. H...

Sentir falta ou apenas sonhar?

O mundo é um lugar estranho. Nós podemos até pensar que não de uma primeira vez. Achar que está tudo certo, é assim mesmo, só depende de nós e coisa-e-tal. Mas o mundo, ah o mundo... Ele é um lugar muito estranho! Não há voltas, se se arrependestes terá que viver com isso pelo resto de tua vida, mesmo que essa vida seja já outra vida, em outro corpo, outro nome, outro alguém. Há aqueles que te cativam, só para depois partirem. Isso é justo? Eu te pergunto! Eu só queria esquecer, como todo mundo. Viver num mundo de ignorância. Por que uma vez que sabemos, tudo é responsabilidade. Não há voltas. Sempre há aqueles que não sabem de nada, e vivem bem, felizes. Achando que aquilo é tudo que tem para hoje. Eu sinto falta do que ainda não me aconteceu. Quero viver num mundo de ponto-e-vírgulas, mas eu sou apenas reticências. Uma dúvida eterna que me assombra. Eu quero gritar para o mundo que não sou assim. Quero ser ativa, receptiva, animada, viva. Mas dentro de mim pare...

Raciocínio linear, para quê?

Eu acho que tenho um raciocínio meio atrapalhado. Não penso linearmente. Sou um emaranhado de coisas que pensa sem constantes. Feels good. Quando estou escrevendo, penso nas coisas que vão acontecer no texto, mas quando vou ler, vejo que as coisas não estão acontecendo na ordem certa, e aí tenho que sair mudando as coisas de lugar. Não é muito prático. Também me perco no meio do caminho. É como pegar um ônibus que acabou de mudar de rota, sabe? Você acha que está no caminho certo, mas tudo parece errado e diferente. No final, você acaba chegando onde queria, mas só depois de ter se perdido todo. As vozes na minha mente, são elas que eu culpo.  Ficam me atrapalhando... Viu? Já mudei de assunto!

Carta de apresentação

Olá, Boa noite. Sou Gabriella Maciel e acho que estou entrando em parafuso. Hoje estava escrevendo uma carta de apresentação para mandar um currículo para uma empresa. Até aí ok. Mas e quando sua vida começa a mudar completamente e você não tem ideia de para onde está indo, ou nem mesmo como ou com quem, mais importante ainda. Foi quando percebi que não sei quem eu sou. Como se escreve uma carta para apresentar alguma coisa que você nem mesmo conhece? É difícil, rapaz. Eu não sei quem sou. O que quero da vida. Para onde devo ir. Que caminhos seguir e a quem me apegar. Já ouvi dizer que sou muito receptiva. Será? Sei que me entrego. Quando algo me cativa, me  entrego por inteiro, sem voltas. Isso às vezes dá uma dor... Dor de frustração, primeiro. Todo mundo sabe que quanto mais alta é a expectativa, mais alta é a queda. Isso acontece comigo sempre, sabe? Eu nunca tenho controle das minhas expectativas. Sempre fui de sonhar demais. Viver de menos.  Sempre f...