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Ela

Eu posso chorar, perder a cabeçal, me descontrolar. E ela estará sempre lá. Talvez esse seja o problema, estou muito acostumada com o carinho e a dedicação. Como deixar o berço? Como sair de casa? Como deixá-la? E quando ela chora, meu coração se desfaz em versos. Os versos que eu queria que ela escutasse, mas nunca tenho coragem de proferi-los. Eu te amo. Mais do que tudo no mundo, mais do que a mim mesma. Te amo...

Esperança x decepções

Os dias nascem. E depois caem. Cheios de esperança, eles vem e vem dia após dia. Com decepções eles acabam, dia após dia. Mas é isso mesmo sabe? A vida é um ciclo de esperança e decepção. É uma roda gigante de alegria e sofrimento, um hora em cima com todo o gás, outra no fundo do poço, no escuro do medo. Nunca me surpreendo, por que sempre acabo esperando mais do que se pode esperar. Minhas expectativas são fora de limite, essa sou eu. É, só resta esperar, e ver no que vai dar.

Looking at the same night sky! ♪

'And when i'm lonely, u will always be my only ♪ A solidão Devassa Arrasta-nos em sentido contrário Eu luto, luto, e tudo parece o mesmo. A escuridão assola. Os caminhos parecem não ter mais volta. 'você não tem que dizer adeus' Mas como suportar o peso de toda uma vida assim? Por que ninguém nunca se importou? São tantas perguntas sem respostas... 'eu olho para o céu noturno, de novo e de novo' As vozes são altas dentro da minha cabeça, mas de onde elas vem? Estar sozinha: uma sina ou um castigo? Será talvez o destino? 'eu quero tanto ser a cor no seu vídeo' Eu sei o que quero, sei o que devo fazer. Mas não faço. Não dá. Ninguém entende? Não dá, não dá. 'você me deixa chorando em meus sono' Meus sonhos são só sobre você, todos eles. Mas cadê você para ouvi-los? 'tudo ficará bem' Eu quero acreditar. Queria somente uma luz. Um sinal de fumaça. Qualquer coisa que me fizesse acreditar. Por que eu te desejo, eu ...

Delírios febris

Estou na aula, mas com febre. Não sei se é pensamento ou delírio, mas divago sobre você. A sensação do corpo quente faz-me lembrar de ti. As sensações que tive com você. Em seus braços. Sinto seu cheiro nos lugares mais inesperados. O professor está aqui falando sobre eficácia e eficiência. Nossos encontros foram eficazes. Mas não eficientes. Meus desejos crescem à medida que meu pudor me alerta mentalmente. “Não faça isso”, grita minha razão. “Faça”, grita meu corpo. A quem devo escutar? Sei que você não é uma fonte confiável para consulta. O professor fala, fala, e eu não consigo prestar atenção. É por que está difícil de respirar ou por que você está online? Por que você faz isso comigo? Por que fala coisas nos meus ouvidos que me deixam assim, confusa? Por que mexe tanto assim com meus sentidos? Não estou dizendo que é ruim. Não mesmo. Só é confuso. E eu não sei lidar com confuso. Fico ansiosa, nervosa, febril, até. Vê? Você me deixa doente de tanto querer.

Um recado de lá.

Minha filha, a vida é muito justa. Ou injusta. Tudo depende do que você está observando. Veja só minha vida. Sempre me dediquei à minha família. Ainda assim, nunca tive uma família para chamar de minha. Criei as crias dos outros como se fossem minhas, e as amei. Muito. Trabalhei, muito também. Foi um bem querer mais que bem querer. Vi uma família brigar por motivos dos mais fúteis. Lutei contra, mas dentro de mim mesma, sabe? Rezei escondida, para ninguém ver, só Deus. Me vi desaparecer da vida das pessoas. De minha própria irmã. Foi difícil. Aqui, já aprendi muita coisa. O perdão ainda é minha maior tarefa. Como não ficar com raiva? Raiva das injustiças, raiva das pessoas, raiva de ter partido. Não é justo. Simplesmente não é. Mas aí você vê que é sim. Perdoe minha filha. Ainda em vida. Por que perdoar depois que parte é tão mais difícil. Você tem que aceitar e perdoar, simples assim. Em vida, bem, eu acho que poderia ter perdoado com muito mais facilidade em vida. Eu poderia ...

A verdade sobre o meu querer.

E a verdade? Ah, a verdade. Nos espreita como se estivéssemos prestes a cometer o crime de nossas vidas. Só esperando para nos pegar de jeito. Como percebê-la? Não precisa, ela está aí, na sua vida, vigiando cada minuto, cada segundo. De novo: só esperando. Não há nada de maduro na verdade. Ela nos pega quando estamos embaixo e ainda ri da nossa cara, na nossa cara, e ainda faz todo mundo rir junto.  Uma vez exposta, não há volta. Todos sabem, não há o que você possa fazer para curar. Ela nos pega dormindo e desenha em nossas testas com marcadores fluorescentes, tudo aquilo que estamos morrendo há tanto tempo para esconder. Em mim, ela faz com que eu perca os sentidos, com que me sinta peixe fora d'água, com que meu estômago revire e vire de ponta cabeça, dando cambalhotas. Talvez os meus átomos estejam fazendo uma competição de surf nas ondas de meus sentimentos. E eles espirram suas gotículas por toda parte, me deixando assim, meio sem jeito. Como explicar a você? Como d...

Divagando sobre a verdade.

Na real? A verdade dói. Ela está sempre à espreita, mesmo que eu finja não vê-la, ela está escondida nos cantos, esperando para ser descoberta. Dói mais que muita arma branca por aí. Dói mais que um pedaço de vidro cortando sua pele, tenho certeza. Tipo quando alguém está online e não fala com você. E você sente aquele aperto no peito, no estomago, você sente que tudo dentro de você está apertado e revirado, como num nó muito confuso, daqueles que os fones de ouvido dão magicamente dentro das bolsas e nós passamos mais de meia hora tentando desatar. E é nesse momento que a danada da verdade aparece, dando um tapa na sua cara. Te diz tudo aquilo que você há tempos está tentando esconder. Que droga, você agora está exposto a você mesmo, à sua consciência. Não há mais para onde correr. Você já sabe. “Você vai se sentir bem, nas nuvens, quando descobrir”, ok, é verdade, você se sente nas nuvens, mas, e quanto ao medo de cair? Por que é uma baita de uma queda! E aí surgem as dúvida...